MOMENTO DE REFLEXAO
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FAMÍLIAS  ESPIRITUAIS

 

Richard Simonetti



1 – Qual a diferença entre família espiritual e família carnal?

A família espiritual é formada por Espíritos que ao longo do tempo desenvolvem experiências em comum, estabelecendo sólidos laços de afetividade. A família carnal é formada por Espíritos ligados na Terra pela consangüinidade.


2 – Não é a família carnal integrada por Espíritos que compõem uma família espiritual?
Nem sempre. Dependendo das experiências compatíveis com suas necessidades evolutivas, o Espírito pode reencarnar entre pessoas que não pertencem à sua família espiritual. Por experiência ou provação há quem reencarne em país e cultura diferentes, convivendo com pessoas que não guardam afinidade com ele.


3 – Irá sentir-se um “estranho no ninho”?

Em última instância somos todos filhos de Deus, irmãos, conseqüentemente. Considerado esse aspecto, não deveríamos experimentar esse sentimento quando vivenciando uma situação dessa natureza. O entrosamento entre as pessoas num lar não depende tanto de pretéritas ligações. Relaciona-se muito mais com sua maturidade, sua capacidade de conviver.

4 – Em lares onde há brigas e desentendimentos freqüentes poderíamos dizer que estão ali reunidos inimigos do passado ligados pelos laços da consangüinidade para superar seus desentendimentos?
Não seria razoável que Deus nos colocasse ao lado de desafetos do passado para uma convivência conturbada. As desavenças no lar originam-se mais na deseducação do presente do que nos desentendimentos do pretérito. Inimigos do passado reúnem-se no lar para uma harmonização, superando suas desavenças, não para reacenderem conflitos.


5 – Seguindo essa linha de raciocínio podemos dizer que mesmo entre componentes de uma família espiritual reencarnada pode haver desentendimentos?

Sim, e até ruptura no relacionamento, porquanto uma convivência de longa data, em vidas pretéritas não é garantia de um entendimento perfeito. A harmonia num relacionamento familiar depende, essencialmente, de nosso empenho em vivenciar os princípios evangélicos, envolvendo perdão, compreensão, respeito, tolerância, caridade…


6 – Espíritos que nos sejam estranhos, no âmbito da família carnal, podem converter-se em membros de nossa família espiritual?

Certamente. As famílias espirituais tendem a crescer, na medida em que os Espíritos se libertem de suas mazelas e imperfeições, estabelecendo elos legítimos de fraternidade ao redor de seus passos, considerando sempre que Deus nos une para que nos amemos, jamais para que nos “amassemos”.




7 – Jesus tem uma família espiritual?

A amplitude de nossa família espiritual está subordinada à nossa capacidade de amar. Quanto mais amor o Espírito tenha para dar, mais ela crescerá. Amando em plenitude, característica dos Espíritos puros e perfeitos, Jesus tem por seus tutelados todos os Espíritos que mourejam na Terra, encarnados e desencarnados.


8 – Então pertencemos à família espiritual de Jesus?

Digamos que o Mestre assim considere. Somos todos ovelhas de seu imenso rebanho, que ele veio reunir. Todavia, para que efetivamente nos integremos nela, é preciso, como ele próprio destaca, cumprir a vontade de Deus, que se exprime no empenho permanente em favor do Bem e da Verdade. Assim estaremos ampliando sempre nossa família espiritual para que sejamos um dia membros legítimos da família universal, a família de Jesus.

 

Fonte:  RIE – Revista Internacional de Espiritismo – Casa Editora O CLARIM – Matão – SP.   Fundada por CAIBAR SCHUTEL em 1905 – Edição JULHO 2008.



Escrito por João às 21h34
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CASAMENTO E DIVÓRCIO

 

 


Divórcio, edificação adiada, resto a pagar no balanço do espírito devedor. Isso geralmente porque um dos cônjuges veio a esquecer que os direitos na instituição doméstica somam deveres iguais.

A Doutrina Espírita elucida claramente o problema do lar, entremostrando os remanescentes do trabalho a fazer, segundo os compromissos anteriores em que marido e mulher assinaram  contrato de serviço, antes da reencarnação.

Dois espíritos sob o aguilhão do remorso ou tangidos pelas exigências da evolução, ambos  portando necessidades e débitos, encontram-se ou reencontram-se no  matrimônio,  convencidos de que união esponsalícia é, sobretudo o esquema de obrigações regenerativas.

Reincorporados, porém, na veste física se deixam embair pelas ilusões de antigos preconceitos ou pelas hipnoses do desejo e passam ao território da responsabilidade matrimonial quais sonâmbulos sorridentes, acreditando em felicidade de fantasia como as crianças admitem a solidez dos pequeninos castelos de papelão. Surgem, no entanto, as realidades que sacodem a consciência.

O tempo, que durante o noivado era todo empregado, no montante dos sonhos, passa a ser rigorosamente dividido entre deveres e pagamentos, previsões e apreensões, lutas e disciplinas e os cônjuges desprevenidos de conhecimento elevado, começam a experimentar fadiga e desânimo, quando mais se lhes torna necessária a confiança recíproca para que o estabelecimento doméstico produza rendimentos de valores substanciais em favor da vida do espírito.

Descobrem, por fim, que amar não é apenas fantasiar, mas acima de tudo, construir. E  construir pede não somente plano e esperança, mas também suor e por vezes aflição e  lágrimas. Auxiliemos, na Terra, a compreensão do casamento como sendo um comércio de realizações e  concessões mútuas, cuja falência é preciso evitar.

Compreendamos aqueles que não puderam evitar o divórcio, porquanto ignoramos qual seria a nossa conduta em lugar deles, nos obstáculos e sofrimentos com que foram defrontados, mas  interpretemos o matrimônio por sociedade venerável de interesses da alma perante Deus.

 

Ditado Pelo Espírito André Luiz. Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Do livro: APOSTILAS DA VIDA.



Escrito por João às 22h30
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BRILHE VOSSA LUZ



Corre, incessantemente, o caudaloso rio da vida...

Iniciam-se viagens longas, embarca-se e desembarca-se, entre esperanças renovadas e prantos de despedida. Viajores partem, viajores tornam. Como é difícil atingir o porto de renovação!

Quase sempre, a imprevidência e a inquietude precipitam-se nas profundezas sombrias!...
Para vencer a jornada laboriosa, é preciso aprender com Alguém que foi o Caminho, a Verdade e a Vida. Ele não era conquistador e fundou o maior de todos os domínios, não era geógrafo e descortinou os sublimes continentes da imortalidade, não era legislador e iluminou os códigos do mundo, não era filósofo e resolveu os enigmas da alma, não era juiz e ensinou a justiça com misericórdia, não era teólogo e revelou a fé viva, não era sacerdote e fez o sermão inesquecível, não era diplomata e trouxe a fórmula da paz, não era médico e limpou leprosos, restaurou a visão dos cegos e levantou paralíticos do corpo e do espírito, não era cirurgião e extirpou a chaga da animalidade primitiva, não era sociólogo e estabeleceu a solidariedade humana, não era cientista e foi o sábio dos sábios, não era escritor e deixou ao Planeta o maior dos Livros, não era advogado e defendeu a causa da Humanidade inteira, não era engenheiro e traçou caminhos imperecíveis, não era economista e ensinou a distribuição dos bens da vida a cada um por suas obras, não era guerreiro e continua conquistando as almas há vinte séculos, não era químico e transformou a lama das paixões em ouro da espiritualidade superior, não era físico e edificou o equilíbrio da Terra, não era astrônomo e desvendou os mundos novos da imensidade, enriquecendo de luz o porvir humano, não era escultor e modelou corações, convertendo-os em poemas vivos de bondade e esperança...


Ele foi o Mestre, o Salvador, o Companheiro, o Amigo Certo, humilde na manjedoura, devotado no amor aos infelizes, sublime em todas as lições, forte, otimista e fiel ao Supremo Senhor até a cruz. Bem aventurados os seus discípulos sinceros, que se transformam em servidores do mundo por amor ao seu amor! Valiosa é a experiência do homem, bela é a ciência da Terra, nobre é a filosofia religiosa que ilumina os conhecimentos terrestres, admirável é a indústria das nações, vigorosa é a inteligência das criaturas, maravilhosos são os sistemas políticos dos povos mais cultos, entretanto, sem Cristo, a grandeza humana pode não passar de relâmpago, dentro da noite espessa. "Brilhe a vossa luz", disse o Mestre Inesquecível.


Acenda cada aprendiz do Evangelho a lâmpada do coração.

Não importa seja essa lâmpada pequenina.

A humilde chama da vela distante é irmã da claridade radiosa da estrela.

É indispensável, porém, que toda a luz do Senhor permaneça brilhando em nossa jornada sobre abismos, até a vitória final no porto da grande libertação.

 

Ditado Pelo Espírito André Luiz. Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Do livro: APOSTILAS DA VIDA



Escrito por João às 21h09
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ANSIEDADES

 

 

"Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós." (I PEDRO, 5:7.)



As ansiedades armam muitos crimes e jamais edificam algo de útil na Terra.
Invariavelmente, o homem precipitado conta com todas as probabilidades contra si.
Opondo-se às inquietações angustiosas, falam as lições de paciência da Natureza, em
todos os setores do caminho humano.

Se o homem nascesse para andar ansioso, seria dizer que veio ao mundo, não na categoria de trabalhador em tarefa santificante, mas por desesperado sem remissão.
Se a criatura refletisse mais sensatamente reconheceria o conteúdo de serviço que os momentos de cada dia lhe podem oferecer e saberia vigiar, com acentuado valor, os patrimônios próprios.

Indubitável que as paisagens se modificarão incessantemente, compelindo-nos a enfrentar surpresas desagradáveis, decorrentes de nossa atitude inadequada, na alegria ou na dor; contudo, representa impositivo da lei a nossa obrigação de prosseguir diariamente na direção do bem.

A ANSIEDADE tentará violentar corações generosos, porque as estradas terrenas desdobram muitos ângulos obscuros e problemas de solução difícil; entretanto, não nos esqueçamos da receita de Pedro.

Lança as inquietudes sobre as tuas esperanças em Nosso Pai Celestial, porque o Divino Amor cogita do bem-estar de todos nós.

Justo é desejar, firmemente, a vitória da luz, buscar a paz com perseverança,
disciplinar-se para a união com os planos superiores, insistir por sintonizar-se com as esferas mais altas.

Não olvides, porém, que a ansiedade precede sempre a ação de cair.

 

Emmanuel
Livro: Pão nosso - Psicografia: Francisco Cândido Xavier

Espírito, estude a Doutrina Espírita! – Somos todos Espíritos eternos, e estamos temporariamente pessoas físicas.  A vida começa no mineral, desenvolve-se no vegetal e evolui no reino animal.  A evolução é interminável, como o próprio infinito! 



Escrito por João às 20h56
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ALTERAÇÕES AFETIVAS

 

Pergunta - Nenhuma influência exercem os Espíritos dos pais sobre o filho depois do nascimento deste?  Resposta - Ao contrário: bem grande influência exercem. Conforme dissemos, os Espíritos têm que contribuir para o progresso uns dos outros. Pois bem, os Espíritos dos pais têm por missão desenvolver os de seus filhos pela educação. Constitui-lhes nisso uma tarefa. Tornar-se-ão culpados, se vierem a falir no seu desempenho.  Item n° 208, de "O livro dos Espíritos".


Muito comum se alterem as condições afetivas, depois que o navio do casamento se afasta do cais do sonho para o mar largo da experiência. Converte-se, então, a esperança em trabalho e desnudam-se problemas que a ilusão envolvia. Em muitos casos, a altura da afeição permanece intacta; entretanto, na maioria das posições, arrefece o calor em que se aquecia o casal nos dias primeiros da comunhão esponsalícia. Urge, porém, salvar a embarcação ameaçada de soçobro, seja pelo choque contra os rochedos ocultos das dificuldades morais ou pelo naufrágio nas águas mortas do desencanto.

 

Parceiro e parceira, nos compromissos do lar, precisam reaprender na escola do amor, reconhecendo que, acima da conjunção corpórea, fácil de se concretizar, é imperioso que a dupla se case, em espírito - sempre mais em espírito -, dia por dia. Não se inquiete o par, à frente das modificações ocorridas, de vez que toda afinidade correta, nas emoções do plano físico, evolui fatalmente para a ligação ideal, a exprimir-se na ternura confiante da amizade sem lindes.


Extinta a fogueira da paixão na retorta da organização doméstica, remanesce da combustão o ouro vivo do amor puro, que se valoriza, cada vez mais, de alma para alma, habilitando o casal para mais altos destinos na Vida Superior. Isso acontece, porque os filhos que surgem são igualmente peças do matrimônio, compelindo o lar a recriar-se, de maneira incessante, em matéria de instituto endereçado ao trabalho de assistência recíproca.

 

O carinho repartido, em princípio, a dois, passa a ser dividido por maior número de partícipes do núcleo familiar, e esses mesmos condomínios do estabelecimento caseiro, em muitas circunstâncias, são os associados da doce hipnose do namoro e do noivado, que mantinham nos pais jovens, ainda solteiros, a chama da atração entusiástica até a consumação do enlaçamento afetivo. Quase sempre, Espíritos vinculados ao casal, ora mais fortemente ao pai, ora mais especialmente ao campo materno, interessavam-se na Vida Maior pela constituição da família, à face das próprias necessidades de aprimoramento e resgate, progresso e autocorrigenda. Em vista disso, cooperaram, em ação decisiva, na aproximação dos futuros pais, aportando em casa, pelos processos da gravidez e do berço, reclamando naturalmente a quota de carinho e atenção que lhes é devida. Em toda comunhão mais profunda do homem e da mulher na formação do grupo doméstico, seguida de filhos a lhes compartilhar a existência, há que contar com a sublimação espontânea do impulso sexual, cabendo ao companheiro e à companheira que o colocaram em função aderir aos propósitos da vida, que tudo renova para engrandecer e aperfeiçoar. Conquanto bastas vezes sejamos recalcitrantes na sustentação do amor egoístico, desvairado em exigências de toda espécie, a pouco e pouco acabamos por entender que apenas o amor que sabiamente se divide, em bênçãos de paz e alegria para com os outros, é capaz de multiplicar a verdadeira felicidade.


Emmanuel
Livro: Vida e Sexo - Páginas 49 a 51 - Psicografia de Chico Xavier - Editora FEB.

Espírito, estude a Doutrina Espírita! – Somos todos Espíritos eternos, e estamos temporariamente pessoas físicas.  A vida começa no mineral, desenvolve-se no vegetal e evolui no reino animal.  A evolução é interminável, como o próprio infinito!



Escrito por João às 20h20
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Até ao fim

 

 

“Mas aquele que perseverar até seu fim, será salvo”

JESUS (MATEUS, 24:13)

 

 


Aqui não vemos Jesus referir-se a um fim que simbolize término e, sim, à finalidade, ao alvo, ao objetivo.

O Evangelho será pregado aos povos para que as criaturas compreendam e alcancem os  fins superiores da vida.

Quando o MESTRE louvou a persistência, evidenciava a tarefa árdua dos que procuram as excelências do caminho espiritual.

É necessário apagar as falsas noções de favores gratuitos da divindade.

Ninguém se furtará, impune, à percentagem de esforço que lhe cabe na obra de aperfeiçoamento próprio.

As portas do céu permanecem abertas, nunca foram cerradas; todavia, para que o homem se eleve até lá, precisa asas de Amor e Sabedoria.

Para isto, concede o Supremo Senhor extensa cópia do material de misericórdia a todas as criaturas, conferindo, entretanto, a cada um o dever de talhá-las.

Semelhante tarefa, porém, demanda enorme esforço, a fim de concluí-la, recruta-se a contribuição dos dias e das existências.

Muita gente se desanima e prefere estacionar, séculos a fio, nos labirintos da inferioridade; todavia, os bons trabalhadores sabem perseverar, até atingirem as finalidades divinas do caminho terrestre, continuando em trajetória sublime para a perfeição.


EMMANUEL
Livro: PÃO NOSSO - Psicografia: Francisco Cândido Xavier.

 

“A mediunidade demonstrada por Jesus Cristo e seus Apóstolos não é exclusividade do Espiritismo, toda pessoa tem um tipo de mediunidade, independentemente da sua religião, seja ela intuitiva, psicofônica, psicográfica, de vidência, de efeitos físicos etc”. Pense nisso: “Espírito, estude a Doutrina Espírita!” – “Somos todos Espíritos eternos, e estamos temporariamente pessoas físicas”.  

Escrito por João às 23h34
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SEMENTEIRAS E CEIFAS

 

 

 

"Porque o que semeia na sua

carne,   da  carne  ceifará    a

corrupção."
Paulo. (GÁLATAS, 6:8.)

 

 

Plantaremos todos os dias.

É da lei.

Até os inativos e ociosos estão cultivando o joio da imprevidência.

É necessário reconhecer, porém, que diariamente colheremos.

Há vegetais que produzem no curso de breves semanas, outros, no entanto, só revelam frutos

na passagem laboriosa de muito tempo.

Em todas as épocas, a turba cria complicações de natureza material, acentuando o labirinto das reencarnações dolorosas, demorando-se nas dificuldades da decadência.

Ainda hoje, surgem os que pretendem curar a honra com o sangue alheio e lavar a injustiça com as represálias do crime. Daí, o ódio de ontem gerando as guerras de hoje, a ambição pessoal formando a miséria que há de vir, os prazeres fáceis reclamando as retificações de amanhã.
Até hoje, decorridos mais de dezenove séculos sobre o Cristianismo, apenas alguns discípulos, de quando em quando, compreendem a necessidade da sementeira da luz espiritual em si mesmos, diferente de quantas se conhecem no mundo, e avançam a caminho do Mestre dos Mestres.

Se desejais, pois, meu amigo, plantar na Lavoura Divina, foge ao velho sistema de semeaduras na corrupção e ceifas na decadência.

Cultiva o bem para a vida eterna.

Repara as multidões, encarceradas no antigo processo de se levantarem para o erro e caírem para a corrigenda, e segue rumo ao Senhor, organizando as próprias aquisições de dons imortais.

Emmanuel

Página recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, contida no livro "Vinha de Luz" – 1951 - Questão 53, páginas 117 e 118 edição Federação Espírita Brasileira.

Espírito, estude a Doutrina Espírita!” – “Somos Espíritos, e estamos temporariamente pessoas físicas”.



Escrito por João às 20h59
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NAMORO

 

Pergunta - Além da simpatia geral, oriunda da semelhança que entre eles exista, votam-se os Espíritos recíprocas afeições particulares?

 

Resposta - Do mesmo modo que os homens, sendo, porém, que mais forte é o laço que prende os Espíritos uns aos outros, quando carentes de corpo material, porque então esse laço não se  acha exposto às vicissitudes das paixões.

Item no. 291, de "O Livro dos Espíritos".


A integração de duas criaturas para a comunhão sexual começa habitualmente pelo período de namoro que se traduz por suave encantamento.

Dois seres descobrem um no outro, de maneira imprevista, motivos e apelos para a entrega recíproca e daí se desenvolve o processo de atração.

O assunto consubstanciaria o que seria lícito nomear como sendo um "doce mistério" se não faceássemos nele as realidades da reencarnação e da afinidade.

Inteligências que traçaram entre si a realização de empresas afetivas ainda no Mundo Espiritual, criaturas que já partilharam experiências no campo sexual em estâncias passadas, corações que se acumpliciaram em delinqüência passional, noutras eras, ou almas inesperadamente harmonizadas na complementação magnética, diariamente compartilham as emoções de semelhantes encontros, em todos os lugares da Terra.

Positivada a simpatia mútua, é chegado o momento do raciocínio.

Acontece, porém, que diminuta é, ainda, no Planeta, a percentagem de pessoas, em qualquer idade física, habilitadas a pensar em termos de auto-análise, quando o instinto sexual se mães derrama do ser.

Estudiosos do mundo, perquirindo a questão apenas no "lado físico", dirão talvez tão-somente que a libido entrou em atividade com o seu poderoso domínio e, obviamente, ninguém discordará, em tese, da afirmativa, atentos que devemos estar à importância do impulso criativo do sexo, no mundo psíquico, para a garantia e perpetuação da vida no Planeta.

É imperioso anotar, entretanto, em muitos lances da caminhada evolutiva do Espírito, a influência exercida pelas inteligências desencarnadas no jogo afetivo.

Referimo-nos aos parceiros das existências passadas, ou, mais claramente, aos Espíritos que se corporificarão no futuro lar, cuja atuação, em muitos casos, pesa no ânimo dos namorados, inclinando afeições pacificamente raciocinadas para casamentos súbitos ou compromissos na paternidade e na maternidade, namorados esses que então se matriculam na escola de laboriosas responsabilidades.

Isso porque a doação de si mesmos à comunhão sexual, em regime de prazer sem ponderação, não os exonera dos vínculos cármicos para com os seres que trazem à luz do mundo, em cuja floração, aliás, se é verdade que recolherão trabalho e sacrifício, obterão também valiosa colheita de experiência e ensinamento para o futuro, se compreenderem que a vida paga em amor todos aqueles que lhe recebem com amor as justas exigências para a execução dos seus objetivos essenciais.


Emmanuel
Livro: Vida e Sexo - Páginas 17 a 19 - Psicografia de Chico Xavier - Editora FEB.

Espírito, estude a Doutrina Espírita!” – “Somos Espíritos, e estamos temporariamente pessoas físicas”

Escrito por João às 21h30
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FILHOS

 

 

"Os laços do sangue não criam forçosamente os liames entre os Espíritos. O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito, porquanto o Espírito já existia antes da formação do corpo. Não é o pai quem cria o Espírito de seu filho; ele mais não faz do que lhe fornecer o invólucro corpóreo, cumprindo-lhe, no entanto, auxiliar o desenvolvimento intelectual e moral do filho, para fazê-lo progredir”. (item 8, do Cap. XIV, de: O Evangelho segundo o Espiritismo)

 

Entre os casais, surge comumente o problema do abandono, pelo qual o parceiro lesado é compelido à carência afetiva.

Criaturas integradas na comunhão recíproca, o afastamento uma da outra provoca, naturalmente, em numerosas circunstâncias, o colapso das forças mais íntimas naquela que se viu relegada a escárnio ou esquecimento.

Justo observar que toda criatura prejudicada usufrui o direito de envidar esforços na própria recuperação.
Análogo princípio prevalece nas conjunções do sentimento, sempre efetuadas com fins determinados em vista.

O companheiro ou a companheira menosprezada no círculo doméstico detém a faculdade de refazer as condições que julgue necessárias à própria euforia, com base na consciência tranqüila.
Não existem obrigações de cativeiro para ninguém nos fundamentos morais da Criação. Um ser não dispõe de regalias para abusar impunemente de outro, sem que a vítima se veja espontaneamente liberta de qualquer compromisso para com o agressor. Em matéria afetiva, porém, se a união sexual trouxe filhos à paisagem terrestre, é razoável que as Leis da Vida reconheçam na criatura lesada a permissão de restabelecer a harmonia vibratória em seu mundo emotivo, logicamente dentro da ética que sustenta a tranqüilidade da vida intima; entretanto, essas mesmas Leis da Vida rogam, sem impor, às vítimas da deslealdade ou da prepotência que não renunciem ao dever de amparar os filhos, notadamente se esses filhos ainda não atingiram a puberdade que lhes traçará começo à compreensão dos problemas sexuais que afligem a Humanidade.

Em sobrevindo semelhantes crises, haja no parceiro largado em desprezo uma revisão criteriosa do próprio comportamento para verificar até que ponto haverá provocado a agressão moral sofrida e, embora se reconheça culpado ou não, que se renda, antes de tudo, à desculpa incondicional, ante o ofensor, fundindo no coração os títulos ternos que tenha concedido ao companheiro ou à companheira da comunhão sexual no título de irmão ou de irmã, de vez que somos todos espíritos imortais, interligados perante Deus, através dos laços da fraternidade real.

Aprenda o parceiro moralmente danificado que só pelo esquecimento das faltas uns dos outros é que nos endereçaremos à definitiva sublimação e que nenhum de nós, os filhos da Terra, está em condições de acusar nos domínios do sentimento, porquanto os virtuosos de hoje podem ter sido os caídos de ontem e os caídos de hoje serão possivelmente os virtuosos de amanhã a quem tenhamos talvez de rogar apoio e bênção, quando a Justiça Eterna nos venha descerrar a imensidão de nossos débitos, acumulados em existências que deixamos para trás nos arquivos do tempo.

Homem ou mulher em abandono, se tem filhos pequeninos, que se voltem, acima de tudo, para essas aves ainda tenras do pábulo doméstico, agasalhando-as sob as asas do entendimento e da ternura, por amor a Deus e a si mesmos, até que se habilitem aos primeiros contactos conscientes com a vida terrestre, antes de se aventurarem à adoção de nova companhia; isso porque podem usar a atribuição natural que lhes compete, no que se refere a possíveis renovações, sem se arriscarem a agravar os problemas dos filhos necessitados de arrimo e sem complicarem a própria situação perante o futuro.


Emmanuel
Livro: Vida e Sexo - Páginas 45 a 48 - Psicografia de Chico Xavier - Editora FEB.



Escrito por João às 13h00
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ALGUÉM DEVE PLANTAR

 

 

 

                                                "Eu plantei, Apolo regou, mas o crescimento veio de Deus".

                                                  Paulo (I Corintios, 3:6.)

 


Nada de personalismo dissolvente na lavoura do Espírito.

Qual ocorre em qualquer campo terrestre, cultivador algum, na gleba da alma, pode jactar-se de tudo fazer nos domínios da sementeira ou da colheita.

Após o esforço de quem planta, há quem siga o vegetal nascente, quem o auxilie, quem o corrija, quem o proteja.

Pensando, porém, no impositivo da descentralização, no serviço espiritual, muitos companheiros fogem à iniciativa nas construções de ordem moral que nos competem. Muitos deles, convidados a compromissos edificantes, nesse ou naquele setor de trabalho, afirmam-se inaptos para a tarefa, como se nunca devêssemos iniciar o aprendizado do aprimoramento íntimo, enquanto que outros asseveram, quase sempre com ironia, que não nasceram para líderes. Os que assim procedem costumam relegar para DEUS comezinhas obrigações no que tange à elevação, progresso, acrisolamento, ou melhoria, mas as leis do CRIADOR não isentam a criatura do dever de colaborar na edificação do bem e da verdade, em favor de si mesma.
Vejamos a palavra do Apóstolo PAULO, quando já conhecia os problemas do auto-aperfeiçoamento, em nos referindo à evangelização: "Eu plantei, Apolo regou, mas o crescimento veio de Deus".

A necessidade do devotamento individual à causa da verdade transparece, clara, de semelhante conceituação.

Sabemos que a essência de toda atividade, numa lavra agrícola, procede,
originariamente, da Providência Divina.

De DEUS vem a semente, o solo, o clima, a seiva e a orientação para o desenvolvimento da árvore, como também dimanam de DEUS a inteligência, a saúde, a coragem e o discernimento do cultivador, mas somos obrigados a reconhecer que alguém deve plantar.

Emmanuel
Livro: Segue-Me!...

Psicografia: Francisco Cândido Xavier.



Escrito por João às 21h33
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Louvor às Mães

 

 

Mulher de gênio fecundo
Que faça o que lhe aprouver,
No entanto, ser mãe no mundo.
É mais do que ser mulher.
Minha mãe !.... Hoje, a defino...
Ei-la, tal qual apresento:
Parece um lírio divino
Sobre a cruz do sofrimento.
Por dinheiro, posse e mando,
O homem guerreia, a fundo,
E não há ouro que pague
As mães que existem no mundo.
DEUS modelou a Beleza
Na amplidão Universal,
Doando a própria grandeza
Ao coração maternal.
Quem menospreza a mulher
Guarde esta nota de luz:
- O Céu procurou Maria
Para ser Mãe de Jesus.
Mãe é um anjo tutelar,
Sempre a sorrir e a sofrer,
Ensinando-nos que amar
É a senda para vencer.
O homem faz, de vencida,
Quase tudo quanto quer,
Contudo, as chaves da vida
DEUS concedeu à mulher.
Dos guias aos cirineus,
De que nos fala a razão,
Mãe é a presença de DEUS,
Em forma de coração.
Mãe, entre as almas cativas,
É a de todos os instantes,
Que morre para que vivas
E chora para que cantes.
Bendita seja a mulher
Que olvida os próprios anseios
Para ser, onde estiver,
A mãe dos filhos alheios.
 
Espíritos Diversos

Trovas recebidas pelo médium Francisco Cândido Xavier.

FELIZ DIA DAS MÃES!  PARABÉNS MÃES, BENDITAS SEJAM!  



Escrito por João às 17h07
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Retrato de Mãe

 

 

Depois de muito tempo, sobre os quadros sombrios do calvário. Judas, cego no além, errava solitário...
Era triste a paisagem, o céu era nevoento...
Cansado de remorso e sofrimento, sentara-se a chorar...
Nisso, nobre mulher de planos superiores, nimbada de celestes esplendores, que ele não conseguia divisar, chega e afaga a cabeça do infeliz.
Em seguida, num tom de carinho profundo, quase que em oração ela diz:
- Meu filho, porque choras?
Acaso não sabeis? – replica o interpelado, claramente agressivo.
Sou um morto e estou vivo.
Matei-me e novamente estou de pé, sem consolo, sem lar, sem amor e sem fé... Não ouvistes falar em Judas, o traidor?
Sou eu que aniquilei a vida do Senhor...
A princípio, julguei poder fazê-Lo rei, mas apenas lhe impus, sacrifício, martírio, sangue e cruz.
E em flagelo e aflição eis que a minha vida agora se reduz...
Afastai-vos de mim, deixai-me padecer neste inferno sem fim...
Nada me pergunteis, retirai-vos senhora, nada sabeis da mágoa que me agita...
Nunca penetrareis minha dor infinita...
O assunto que lastimo é unicamente meu...
No entanto a dama calma respondeu:
- Meu filho, sei que choras, sei que lutas, sei a dor que causa o remorso que escutas...
venho apenas falar-te que Deus é sempre amor em toda parte...
E acrescentou serena:
- A bondade de Deus jamais condena: venho por mãe a ti, buscando um filho amado. Sofre com paciência a dor e a prova.
Terás em breve, uma existência nova...
Não te sintas sozinho ou desprezado!
Judas interrompeu-a e bradou, rude e pasmo:
- Mãe? Não me venhais aqui com mentira e sarcasmo.
Depois de me enforcar num galho de figueira, para acordar na dor, sem mais poder fugir à vida verdadeira.
Fui procurar consolo e força de viver.
Ao pé da pobre mãe que forjara o ser!..
Ela me viu chorando e escutou meus lamentos.
Mas teve medo dos meus sofrimentos.
Expulsou-me a esconjuros, chamou-me monstro, por sinal disse que eu era unicamente o espírito do mal, intimidou-me a terrível retrocesso, mandando que apressasse o meu regresso para a zona infernal de onde eu vinha...
Ah! detesto lembrar a horrível mãe que eu tinha...
Não me faleis de mães, não me faleis de amor, sou apenas um monstro sofredor...
Inda assim – disse a dama docemente:
- Por mais recuses, não me altero, amo-te filho meu, amo-te e quero ver-te de novo a vida maravilhosa de paz e luz, de fé e elevação...
Virás comigo à Terra, perderás pouco a pouco, o ânimo violento, terás o coração nas águas de bendito esquecimento.
Numa existência de esperança, levar-te-ei a remansoso abrigo.
Dar-te-ei outra mãe! Pensa e descansa!...
E Judas neste instante.
Como quem olvidasse a própria dor gigante,
Ou como quem se desgarra de pesadelo atroz, perguntou:
- Quem sois vós? Que me falais assim, sabendo-me traidor?
Sois divina mulher, irradiando amor, ou anjo celestial de quem pressinto a luz ?
No entanto ela a fitá-lo frente a frente, respondeu simplesmente:
Meu filho, eu sou a Mãe de Jesus !!!

Maria Dolores

Psicografia: Francisco Cândido Xavier, contido no livro Momentos de Ouro – Espíritos Diversos.

 

“Você, que é pai e pecador, não colocaria seu filho no eterno fogo do inferno, ainda que ele merecesse severa punição. Portanto, crer na existência de DEUS, que é soberanamente JUSTO e BOM, só com reencarnação”. Pense nisso, pense agora.

Escrito por João às 14h56
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Carta às Mães

 

Minha irmã, se Deus te deu
A luz da maternidade,
Deu-te a tarefa Divina
de renúncia e da bondade.
Busca imitar no caminho
A Rosa de Nazaré
Irradiando o perfume
De Amor, de humildade e .
Lembra sempre em tua estrada,
Que a paz de tua missão
É feita dessa ternura
Que nasce do coração.
Contempla em cada filhinho
Um luminoso sorriso
Da alegria dolorosa
Que te leva ao paraíso
Porque, ser mãe, minha irmã,
É ser prazer sobre as dores
É ser luz, embora a estrada
Tenha sombras e amargores
Ser mãe é ser a energia
Que domina os escarcéus,
É ser nas mágoas da Terra
Um sacrifício dos céus.
Ama o filho de outra mãe
Qual se fora teu também,
E estarás santificando
Teu lar nas luzes do bem.
Castiga amando o teu filho
Em teu carinho profundo.
Prefere o teu próprio ensino
Às tristes lições do mundo.
Recorda que está contigo
A missão de renovar,
De corrigir perdoando,
De esclarecer e ensinar.
Nos teus exemplos repousa
A esperança do Senhor,
Que há de salvar este mundo
Por meio de Teu Amor.

CASIMIRO CUNHA
Livro: CARTAS DO EVANGELHO

Psicografia: Francisco Cândido Xavier.

 

“Você, que é pai e pecador, não colocaria seu filho no eterno fogo do inferno, ainda que ele merecesse severa punição. Portanto, crer na existência de DEUS, que é soberanamente JUSTO e BOM, só com reencarnação”. Pense nisso, pense agora.



Escrito por João às 21h39
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Mãe

 

 

 “Honrarás pai e mãe” - a Lei determina. Não te esquecerás, porém, de que nove meses antes que os outros te vissem a face, a tua presença na terra era um segredo da vida, entre o devotamento materno e o Mundo Espiritual.

Na juventude ou na madureza, lembrar-te-ás da mulher frágil que, sendo moça, envelheceu, de repente, para que desabrochasse à luz, e, trazendo o ideal da felicidade como sendo uma taça transbordante de sonhos, preferiu trocá-los por lágrimas de sofrimento, para que tivesses segurança no berço.

Agradecerás a todos os benfeitores do caminho, mas particularmente a ela, que transfigurou em força a própria fraqueza, a fim de preservar-te.

Quando o mundo te aclame a cultura ou o poder, o renome ou a fortuna, recorda aquela que não apenas te assegurou o equilíbrio, ensinando-te a caminhar, mas também atravessou longos meses de vigília, esperando que viesses a pronunciar as palavras primeiras para melhor escravizar-se à execução de teus desejos.

Muitos disseram que ela estava em delírio, cega de Amor que nada via senão a ti, entretanto, compreenderás que ela precisava de uma ternura assim sobre-humana, de modo a esquecer-se e suportar-te as necessidades, até que lhe pudesses dispensar, de todo, o carinho.

Se motivos humanos a distanciam hoje de ti, que isso aconteça tão só na superfície das circunstâncias, nunca nos domínios da alma, porque através dos fios ocultos do pensamento, sentir-lhe-ás os braços, sustentando-te as esperanças e abençoando as horas.

Nunca ferirás tua mãe. Ainda quando o discernimento te coloque em posição diversa, em matéria de opinião, porque ela se tenha habituado a interpretação diferente do mundo, não lhe dilaceres a confiança com apontamento intempestivo e espera, com paciência, que o tempo lhe descortine novos horizontes, relativamente à verdade.

“Honrarás pai e mãe” - a Lei determina. Não te esquecerás, porém, de que se teu pai é o companheiro generoso que te descerrou o caminho para a romagem terrestre, tua mãe é o gênio tutelar que te acompanha os passos, em toda a vida, a iluminar-te o coração por dentro, com a bondade e a perseverança da luz de uma estrela.


EMMANUEL

Psicografia: Francisco Cândido Xavier.

 

"SERIA POUCO PARA A EVOLUÇÃO INTEGRAL DO ESPÍRITO, UMA SÓ EXISTÊNCIA MATERIAL"



Escrito por João às 20h07
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Diante de Deus

 

 

"Pai nosso . . ." - Jesus.
(MATEUS, 6:9.)

Para Jesus, a existência de Deus não oferece motivo para contendas e altercações.
Não indaga em torno da natureza do Eterno.
Não pergunta onde mora.
NEle não vê a causa obscura e impessoal do Universo.
Chama-Lhe simplesmente "nosso Pai".
Nos instantes de trabalho e de prece, de alegria e de sofrimento, dirige-se ao Supremo Senhor, na posição de filho amoroso e confiante.
O Mestre padroniza para nós a atitude que nos cabe, perante Deus.
Nem pesquisa indébita.
Nem inquirição precipitada.
Nem exigência descabida.
Nem definição desrespeitosa.
Quando orares, procura a câmara secreta da consciência e confia-te a Deus, como nosso Pai Celestial.
Sê sincero e fiel.
Na condição de filhos necessitados, a Ele nos rendamos lealmente.
Não perguntes se Deus é um foco gerador de mundos ou se é uma força irradiando vidas.
Não possuímos ainda a inteligência suscetível de refletir-Lhe a grandeza, mas trazemos o coração capaz de sentir-Lhe o amor.
Procuremos, assim, nosso Pai, acima de tudo, e Deus, nosso Pai, nos escutará.

Emmanuel


Página recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, contida no Livro "Fonte Viva" – 1956, Questão 164, páginas 367 e 368, edição Federação Espírita Brasileira.

 

“Crer na existência de um DEUS soberanamente JUSTO e BOM, só com reencarnação”



Escrito por João às 21h12
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